Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

Adeus... Acabou ou acabaram comigo...

 

 

Sei que tudo na vida tem um final. Final esse que pode ou não sei o melhor, que pode ou não ser o desejado, mas tudo acaba. Tudo tem o seu início, o seu meio, mas tudo chega ao seu final, ao momento da sua “morte”, do seu desaparecimento.
Os blogs não são diferentes de tudo o resto na vida. Eles também nascem, com ou sem propósito, eles também crescem, mas a certa altura eles também “morrem”.
Eu já ditei a morte de um outro meu blog onde também colocava jogos de palavras. Mas era um blog diferente, era um blog sem sentimento, ou com muito pouco sentimento. Este blog, o “Indesejado”, tem o seu Q de especial, é algo único que espero não voltar a fazer.
Hoje é o dia de este blog, o “Indesejado”, ter o seu final, ter o seu velório e o seu funeral.
Isto não é por eu ter deixado de ter prazer em “escrever”, em fazer estes jogos de palavras por vezes parvos, por vezes estúpidos, nem por ter desaparecido o que provocou o início e o nome deste blog e que eu fosse “Indesejado”. Não, nada disso desapareceu. É a verdade, e desculpem eu não conseguir ser hipócrita ao ponto de dizer que tudo desapareceu, que estou “curado”, mas estaria a mentir. O que me levou a ser “Indesejado” certamente se irá manter por muitos e muitos anos, e feliz ou infelizmente essa é a verdade.
Eu só espero que quem não me deseja, e vocês se já leram alguns dos meus jogos de palavras certamente saberão a quem me refiro, que seja muito feliz, ao lado do seu namorado, que ele a ame no mínimo um terço do que eu a amei, pois só com esse terço acreditem que eles serão muito felizes.
Hoje sirvo-me deste blog para pedir desculpas ás pessoas. Desculpem se alguma vez os magoei ou lhes fiz mal. Tenho que pedir desculpas muito especialmente a uma pessoa, á Catarina. Desculpa eu não te amar o que tu me amas, mas eu não mando no meu coração. Desculpa eu não conseguir mentir-te e dizer-te que te amo loucamente, não estaria a ser correcto nem contigo, nem comigo, nem connosco. Desculpa eu não ser o homem que mereces, aquele que te fará suspirar de “amor” e te colocará nos lábios o doce sabor do desejo.
Desculpem todos os que, através dos meus jogos de palavras, “sofreram” comigo, choraram comigo e lutaram comigo. Agradeço-vos todo o apoio que me deram, todos os conselhos que me deram, todas as vezes que me deram na cabeça, muito obrigado, mas desculpem ter tornado parte dos vossos dias menos felizes.
Sei que a vida não é fácil para ninguém, e que ninguém julgue que passará por ela sem sentir as marcas que ela colocará em nós, mas para mim a vida tem sido não só “mãe” mas também madrasta. Não me posso queixar muito. Hoje tenho que comer, que vestir, que fazer e onde trabalhar, mas pelo que já lutei, ou julgo ter lutado, se calhar esperava mais. Se calhar estou a ser pretensioso demais, se calhar até mesmo egoísta ou a sobre valorizar-me, mas sinceramente é o que acho. Pelo que lutei esperei chegar a esta altura da vida e ter mais, ser melhor e estar mais completo.
Mas hoje não quero que seja um dia de tristezas, hoje é um dia de alegria porque este blog tem o seu final. Hoje é o dia de lançar os foguetes, de rir e saltar.
Este final não se deve a ninguém, deve-se a mim.
De certa maneira estou farto, estou cansado que as pessoas não percebam o que eu digo quando digo que são jogos de palavras, que nem tudo o que aqui se escreve é a verdade. Estou farto de chegar ao pé de alguém que leu ou releu um jogo de palavras e que olhem para mim como se fosse o fim do mundo. Não nego que para mim, muitas vezes durante este tempo, para mim pareceu-me o fim do mundo, desejei o fim do mundo, supliquei pela foice, que a morte empunha, que me passa-se pela garganta e me levasse para sempre a alma. Durante este tempo admito que até o cheguei a desejar, mas durante este tempo cansei-me de escrever e ter que reviver tudo o que escrevia com cada pessoa que falava, com cada pessoa que me telefonava e me perguntava se estava tudo bem. Sei que não o fizeram por mal, sei que, e agradeço-vos por isso, estavam preocupados, mas eu disse vezes sem conta que são só jogos de palavras.
Se calhar não me expressei bem, se calhar fiz passar coisas que não queria, mas eu não sou poeta, eu não sou escritor; simplesmente sou um simples brincalhão que se diverte a juntar palavras tentando que elas tenham sentido.
Como já o disse, não nego que por vezes houvessem sentimentos muito meus, muito próprios, no meio daqueles jogos. É verdade que haviam, não o poderia negar, mas nem sempre queremos falar ou que nos falem do que escrevemos.
Para quem me conhece, e são poucas as pessoas que tem esse desprazer de me conhecer verdadeiramente, eu não sou uma pessoa fácil, eu não sou uma pessoa que me abra facilmente, que fale facilmente do que me vai na alma. Certo dia alguém me disse que perdi muito por ser tão misterioso, por guardar tanto para mim. Se calhar perdi, acredito que sim, mas acreditem que não o faço por mal, mas, muitas vezes, por ter medo das coisas. Eu não sou o ser “forte” que por vezes posso querer parecer, eu não sou o Homem que contorna todos os obstáculos ou vence todos os dragões. Eu não sou assim, e falar de mim é muito difícil, falar do que sinto também o é, falar do que penso, sobre o que penso, também o é. Podem dizer que sou um ser misterioso, não sei se será verdade, mas se o sou não é por mal, não é por querer esconder o que quer que seja de quem quer que seja, mas simplesmente porque tentar abrir-me me é complicado, me faz de certa maneira sentir nu, sentir vazio, e eu não gosto.
Quando comecei a escrever, ou melhor a brincar com as palavras, percebi que me poderia abrir lentamente, falar um pouco de mim, mas sem nunca me sentir vazio. Isso foi o que fiz no meu outro blog, mas até assim as pessoas me perguntavam, vezes sem conta, se aquilo era real, e eu respondia sempre que não, porque não era totalmente real e essa é a verdade.
Quando comecei a escrever o “Indesejado” as coisas foram diferentes, as circunstancias foram diferentes. Duas pessoas precisavam de saber o que eu sentia, o que eu queria e desejava, e ambas sabiam que a melhor forma de chegarem até essa conclusão era lerem o que eu ia escrevendo. Por respeito a elas coloquei mais de mim em cada jogo, senti-me mais vazio, mas era o “preço” da sinceridade nua e crua.
Durante algum tempo eu disse que nem tudo era real nestes jogos, e é a verdade. Nem tudo o que escrevo me vem do coração, mas…. Admito que grande parte possa vir.
Por respeito a essas pessoas usei um modo cobarde de me abrir, de lhes mostrar e me ir magoando menos, mas sempre sangrando a cada linha, a cada jogo escrito por mim. Durante estes meses sangrei a cada letra, a cada sentimento que tentei por nas folhas de papel do meu caderno comprado unicamente para estes jogos. Durante este tempo esperei que me compreendessem, que percebessem um pouco de mim, mas ninguém percebeu que eu não queria falar sobre os jogos, que queria que lessem, é verdade, que percebessem, mas que não me questionassem sobre eles, porque assim iriam fazer com que o punhal entrasse mais fundo ainda a cada frase que eu tivesse que negar ou confirmar.
Ontem atingi o meu limite. Não só o limite de me falarem e voltarem a falar dos jogos de palavras, mas também o limite das minhas forças. Ontem fiz o que não pensei fazer…. Ontem passei testemunho para a felicidade e alguém. Ontem sai de cena, baixei a tela sobre o palco, baixei a espada e o escudo e deixei que me degolassem de uma vez por todas, para que assim pudessem ser felizes. Ontem acabei por me dar por vencido nesta guerra sem lugar, neste combate sem sentido. Ontem deixei que me começassem a esquecer, que me começassem a apagar da memória, para assim poderem ser felizes.
Ontem também marquei outro marco, um ponto que não sei se o devia ter marcado, mas que o fiz.
Mas ontem é passado, e ontem antecedeu o hoje, e antecedeu este final.
Hoje termina aqui este blog, esta aventura, a minha corrida atrás de alguém, o meu desejo de ser feliz. Hoje enterro, sete palmos debaixo da terra, sentimentos, jogos de palavras e tormentos que ainda me podem abalar. Hoje fecho as portas do coração, fecho a saída das ideias e reprimo todo o que gostaria de dizer e não fui capaz. Hoje acabo de vez com o “vosso sofrimento” de lereis o que eu sinto, por vezes, ou o que eu finjo sentir.
Gostava de reescrever a história, mas o tempo não me deixa voltar atrás. Felizmente cresci e aprendi que quando se ama tem que se ser forte para se lutar, e que entre o amar e o odiar vai um pequeno passo.
Espero não vos ter causado muito mal, não vos ter deixado tristes ou amargurados.
Espero poder saber que vocês sorriem, que vocês estão felizes e contentes, que vocês alcançaram algo que eu não sei se serei capaz, que é a felicidade.
Catarina, espero que sejas a mulher mais feliz do mundo, tu mereces.
Isabel, apesar de longe sempre tiveste a meu lado, obrigado por tudo e que tu também encontres alguém que te mereça.
Joana, amiga, que tanto me aconselhaste. Obrigado por tudo, és um amor. Que sejas feliz agora que encontraste o teu “complemento”.
Paulo e Isabel, se isto fosse uma eleição sei em quem votariam, mas nem tudo se pode eleger. Obrigado por me terem aturado tantas vezes. Espero voltar a ganhar-vos no poker e que vocês sejam verdadeiramente felizes.
Miriam… obrigado por me teres feito crescer, por me mostrar o quanto nós somos vulneráveis nas questões do amor.
Aos restantes obrigado por me terem “aturado”, lendo estes meus jogos. Gosto muito de vocês.
Filipe, champ, apesar de não te conehecer pessoalmente, espero que cuides bem “da minha menina”. Que sejas feliz, que a faças feliz porque vocês merecem.
 
 
Errei, pago pelos erros que cometi
Não tenho a oportunidade que supliquei, mas sinceramente não sei se a mereci
Mas eu sou Humano, como Humano errei e como Humano sofri
E se calhar culpado eu serei e agora simplesmente morri….
 
 
Obrigado a todos de todo o meu coração.
 
Até sempre.
sinto-me: Não me sinto... Morri...
música: Xutos & Pontapes - Inferno e Inferno II

publicado por sensei às 11:15
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