Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

"Odeio-te Temporáriamente"

 

Serei eu um animal
Serei eu insensível
Será que só espalho o mal
Serei alguém terrível?
 
Tenho eu culpa de não controlar
O que trago no coração
Não poder escolher quem amar
Não poder escolher a minha paixão?
 
Este é o meu maior defeito?
Ou será um entre tanto
Ou o meu coração é contrafeito
Escondido debaixo de tantos mantos?
 
“Odeio-te temporariamente”
Foi-me dito ao acordar
“Odeio-te temporariamente”
É como lentamente me matar
 
Não queria magoar ninguém
Mas é o que continuo a fazer
Alguns até medo de mim têm
E isso que nem o prazer tem de me conhecer
 
Desculpem o egocentrismo
Eu não me acho o melhor
Mas sei que o terrorismo
Não o pratico, não senhor
 
Como podem ter medo
Se não me acerquei de ninguém
Ou será esse medo
Pronuncio do que aí vem?
 
Mas odiarem-me a mim
Ainda por cima quem o faz
É desejar o meu fim
É esquecer-me e deitar-me para trás
 
“Odeio-te temporariamente”
Mas quanto tempo vai durar
Eu, este ser deprimente
Nunca consegui ninguém odiar.
 
Sou eu má pessoa?
Sou eu fácil de odiar?
Eu ouvi dizer que pessoa era boa
Como me podem odiar?
 
Mas é mais uma pedra
Mas uma para a minha calçada
Esta minha vida é uma merda
E no inferno está transformada
 
Vou partir para outro lugar
Vou deixar todos felizes
Assim ninguém tem que me odiar
Nem grandes, nem velhos nem petizes
 
Porque não posso eu morrer
Se tanta gente boa teimam em levar
Eu não me importaria de falecer
Para mis ninguém magoar
 
O Filipe não teria mais medo de me ver aproximar
A Miriam podia ser feliz de uma vez
A Catarina não precisava de me odiar
E só aqui felizes ficavam três
 
As amigas não tinham que me aturar
Os amigos não tinham que me ver
A família com saudades ia ficar
Mas para todos era melhor eu morrer
 
Porque insisto em respirar
Porque insiste o coração em bater
Não haverá algo para comigo terminar
Algo para de vez desaparecer?
 
Ninguém me iria odiar
Nem temporariamente nem para sempre
Eu só gostava de mudar
Essa ideia de me verem como “a serpente”
 
Se só faço mal
Se só faço sofrer
Serei eu o Tal
Aquele que faz no inferno os outros arder?
 
Foda-se, estou farto
Não tenho quem amo
Que me ideiam é um facto
E eu só espalho tristeza e dano
 
Não odeio ninguém
Quero que todos tenham felicidade
Eu sei que melhores dias aí vem
E quando desaparecer, a felicidade será de verdade
 
“Odeio-te temporariamente”
Odeias-me e se calhar com razão
Eu não sou um homem decente
Para te pedir perdão
 
Desculpa Catarina
Miriam desculpa também
Filipe, Isabel e Joana
Desculpem se vos chateei ou não fiz o “bem”
 
Desculpa MÃE, eu adoro-te
Desculpa PAI, desculpa meu IRMÃO
Desculpa Família, eu amo-te
Mas devo, não, sou certamente, o maior cabrão
 
Odeiem-me de verdade
Eu vou fugir daqui
Vai acabar a maldade
Que espalhei e distribui
 
Que sejam felizes
Filipe, faz a Miriam feliz
Catarina que tenhas muitos petizes
Que sejam felizes como eu não vos fiz…
 
Sai de cena este Cabrão
Este ser que vos magoa
Este grande aldabrão
Este que vos conquistou e lutou á toa
 
 

publicado por sensei às 12:04
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1 comentário:
De fofinhatuga a 19 de Janeiro de 2009 às 15:42
Custa-me ver tanta injustiça, tristeza e sofrimento..custa-me ver corações destroçados, lágrimas que não deixam de cair, pessoas que perdem as forças e se tornam vulneráveis..destesto, sim, verdadeiramente detesto toda esta situação em que todos nós estamos...porque tudo podería ser diferente, podería mesmo de verdade, mas as pessoas não quiseram...
Gostaria de ver toda a gente feliz, gostaria de ver pessoas alegres, a sorrir e que ninguém olhasse nos olhos uns dos outros e começasse a alimentar o pior sentimento que existe: ódio.
Catarina não o odeies...tu sabes que ele não merece, que ele é uma excelente pessoa e que por muito que queiramos, nunca conseguimos controlar o coração nem os sentimentos que dele saem.
O tempo por vezes é o melhor conselheiro e não o ódio porque não é ao odiares que vais deixar de sentir amor por ele...
Pensa e dá tempo ao tempo.
E desculpa dizer isto por aqui, mas por favor não penses em "morrer", em desaparecer, em deixar de lutar pela tua felicidade porque tu és muito mais que uma Miriam, um Filipe ou uma Catarina juntos.
Tu és o António, uma pessoa adorável, linda, com um coração de ouro, lutador, que tem sempre uma palavra amiga, um sorriso que faz com que todos em seu redor estejam felizes. Tu sabes que sim e que não o digo so para parecer bem...sempre te puxei as orelhas quando achavas que era menos...e tu és muito mais.
Não desistas de seres quem és, não desistas da tua felicidade, não desistas de subir ao cume da montanha e ver o sol a brilhar, não desistas por mim ou por quem quer que seja.
Os teus amigos, quem gosta de ti estará sempre lá a apoiar-te na subida, nos deslizes e irá cuidar de ti sempre...por favor, luta, encara mais este combate e vence-o com ippon.
Vence a guerra e mostra à vida que tu sabes dar a volta.


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